Produção de semipesados cresce 7,2% no primeiro semestre de 2022

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulga os dados da indústria automobilística referentes ao primeiro semestre de 2022. Os números mostram que em geral houve queda de produção de janeiro a junho, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os veículos comerciais de carga, a produção de caminhões registrou no semestre queda de –3,9% e a de comerciais leves apresentou redução de –13,9%.

A redução geral da produção no semestre deste ano em relação ao semestre de 2021 é resultado ainda das constantes paralisações das fábricas devido à falta ou escassez de semicondutores e outros componentes para os veículos. De acordo com o levantamento da Anfavea, o semestre veio tendo gradativa evolução até o mês de maio e manteve em junho praticamente o mesmo nível de maio. De janeiro a junho, a indústria automobilística sofreu 20 paradas de produção, com perda estimada de 170 mil veículos que deixaram de ser fabricados no período.

“Este é um cenário que afeta não apenas o Brasil, mas o mundo em uma situação geral. Neste momento nós temos cinco fábricas do nosso setor paradas no início de julho, de cinco marcas diferentes, então é um desafio ainda em relação à produção. Isso não é uma tarefa simples, se analisarmos que estamos com essa performance apesar de toda crise de abastecimento e de logística, é um desafio para as montadoras, de uma forma geral o setor tem feito um bom trabalho”, declara Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea.

O de semipesados foi o único segmento de caminhões que apresentou número positivo, com 7,2% de alta no primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento se deve à demanda por essa categoria de caminhões, impulsionada pelas operações de distribuição do agronegócio, pela construção civil e por licitações governamentais, aplicações que requerem modelos chassis rígidos para curtas e médias distâncias, mas com maior capacidade de carga do que os caminhões médios.

A produção de boa parte dos semipesados é para atender a pedidos. “Percentualmente vemos uma redução dos pesados, e os médios e semipesados crescendo, mas são questões pontuais que vemos como fechamento de grandes lotes que sempre são as compras desses veículos”, explica Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea.

Foto: Mercedes-Benz