Scania anuncia ampliação da fábrica de motores e um novo centro de P&D

Dentro das celebrações dos seus 65 anos de Brasil, a Scania anuncia novos investimentos no país para ampliação de sua unidade produtora de motores, um novo centro de pesquisa e desenvolvimento e uma estação de tratamento de efluentes. As iniciativas visam a atender o crescimento da demanda do mercado e o compromisso global da montadora e do Grupo Traton, proprietário da Scania, com a sustentabilidade. Essas ações fazem parte do ciclo de investimentos de 2021 a 2024 de R$ 1,4 bilhão.

A expansão da fábrica de propulsores tem como objetivo, além da crescente demanda do mercado por caminhões, atender a produção dos novos motores de ciclo Otto movidos a gás natural e biometano, destinados ao mercado interno e também à exportação, e para isso já atendem aos níveis de emissões de poluentes do Proconve P8 e à norma europeia Euro 6. De acordo com a Scania, inicialmente os propulsores serão destinados à exportação e depois, gradativamente, atenderão o Brasil e América Latina conforme a demanda pela solução cresça.

Outro fator que contribui para o aumento do parque industrial de motores da montadora é a decisão do Grupo Traton de que os propulsores da Scania deverão também equipar caminhões e ônibus das outras marcas do grupo, VW, MAN e International, com objetivo de reduzir custos de desenvolvimento, de produção e de manutenção dos veículos para os clientes através da sinergia de componentes, aproveitando a reconhecida expertise da engenharia de motores da companhia sueca.

Para dar suporte à tarefa de fornecimento global de propulsores, a Scania cria na sua unidade de São Bernardo do Campo (SP) um novo centro de pesquisa e desenvolvimento de produtos, com um time de engenharia que atuará em parceria o departamento de engenharia da Scania em Södertälje, na Suécia, e com os outros centros de desenvolvimento da Traton no mundo.

“Operamos como uma extensão da Suécia, nossa casa matriz e temos um produto global, portanto ambas iniciativas consolidam essa estratégia. Nossas soluções são lançadas primeiro na Europa e depois na América Latina, com um intervalo de seis ou nove meses. De qualquer forma, a plataforma é a mesma, e é possível usar uma cabine produzida no Brasil em um caminhão feito na Suécia, e agora o motor”, destaca Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America.

A montadora também inaugura sua estação de tratamento de efluentes para tornar mais sustentável as operações do seu complexo fabril. “Praticamos sustentabilidade dentro e fora de casa. Toda nossa operação industrial é pensada de forma a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e o uso de recursos naturais. Com esse projeto vamos tratar 72 milhões de litros de água por ano e consequentemente vamos ter 85% da água consumida oriunda de reuso”, ressalta o executivo.

Outra novidade é o desenvolvimento de veículos elétricos em São Bernardo do Campo. A montadora disponibilizou dois protótipos à sua equipe de engenharia, um caminhão e um ônibus movidos a bateria elétrica (BEV), que atualmente passam por testes, ajustes e adaptações às condições climáticas severas e à topografia do Brasil.

Em 2016, a Scania deu início ao investimento em ações com foco na sustentabilidade, com plano de propor soluções para o transporte de cargas e logística com redução significativa de emissão de carbono. Em 2020 foi a primeira fabricante de veículos comerciais do mundo a ter suas metas climáticas aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). Em 2021, a montadora anunciou globalmente a adesão à iniciativa Climate Pledge, liderada pela Amazon e a Global Optimism, com o compromisso de ser uma empresa carbono neutro até 2040. A Scania estabeleceu duas metas até 2025: reduzir em 50% a emissão de gases de efeito estufa das operações industriais do grupo e reduzir em 20% as emissões de carbono equivalente na frota circulante.

“Temos muito orgulho da nossa trajetória e de tudo o que aprendemos até aqui, e celebramos o hoje da melhor forma possível: reforçando nossos compromissos com a descarbonização, investindo em pesquisa e desenvolvimento, pessoas e projetos de vanguarda que ditarão os próximos 65 anos. O futuro se faz agora”, finaliza Podgorski.

Foto: Scania