Mercado pode ficar otimista com Randon em 2021

A Planner Corretora de Valores atualizou a tese de investimento da Randon, considerando a forte recuperação das vendas da companhia no ano passado (principalmente a partir do segundo semestre) e as boas perspectivas para 2021.

Após ver seu lucro líquido cair pela metade no segundo trimestre de 2020 e a receita líquida consolidada recuar 13,8% em função do fechamento das montadoras devido à pandemia de covid-19, a Randon postou números recordes logo no terceiro trimestre do ano. Entre julho e setembro, a companhia apresentou lucro recorde de R$ 116 milhões.

Isso foi possível graças à recuperação dos mercados em que a empresa atua, bem como pela sua estratégia de controle de custos e despesas. Com os negócios da Randon voltando aos eixos, as expectativas dos analistas sobre os resultados do quarto trimestre de 2020 são altas.

“A retomada no segundo semestre foi acima da esperada, o que deve permitir bons resultados no período. Além disso, o lucro do quarto trimestre vai refletir a contabilização de créditos fiscais no valor de R$ 778 milhões, que vão também compor a base para concessão de proventos”, disse Luiz Caetano, analista da Planner, em relatório divulgado na segunda-feira.

As expectativas para 2021 são igualmente positivas, tanto para produção quanto para vendas. As projeções para a produção de semirreboques no Brasil, que representaram 33,9% da receita nos primeiros nove meses de 2020, é de forte crescimento. A Planner destacou que as estimativas da Anfir e da Randon indicam vendas de 70,4 mil unidades em 2021 (alta de 5,5%), além de um crescimento de mais 5,3% em 2022.

As vendas do segmento de autopeças devem crescer, seguindo a tendência positiva das vendas de automóveis e veículos comerciais leves, enquanto a produção de caminhões terá uma expressiva recuperação. Outro ponto destacado pela corretora é que a Randon está procurando otimizar seus negócios. A empresa adquiriu no ano passado 254 robôs usados pela Ford Motor Company para serem usados em suas fábricas.

“Estes robôs vão compor estações de trabalho para automatizar as tarefas. Este é um programa de três anos, que deve elevar bastante a produtividade, colocando a empresa nos mesmos padrões da relação empregados/robôs de países como Coreia do Sul e Cingapura“, afirmou Caetano.

Por: Diana Cheng | De: Money Times | Foto: Randon